quinta-feira, setembro 17, 2009

Minha mãe, minha mãe


Durante muito tempo não compreendi muito bem os métodos de minha mãe diante de minhas desavenças com as outras pessoas. Ela nunca se portou como as outras mães que tomavam partido incondicional de seus filhos. “Meu filhinho nunca faria isso”. Minha mãe, ao contrário, nunca emitia opinião sem antes esmiuçar os fatos a exaustão. E era aí que eu me danava. É lógico que eu quase sempre tinha alguma culpa no cartório. E por mais que já tivesse me dado mal e ansiasse pela cobertura materna, ainda assim tinha que pagar o preço que ela considerasse justo. Só já bem mais velho entendi que o que ela buscava era me imbuir os ideais de verdade e justiça. Sob a diretriz de que ajudar verdadeiramente alguém é procurar lhe mostrar o caminho pelo qual ele se tornará uma pessoa melhor. Caminho que em geral é mais difícil de percorrer. Também eu passei a assumir tal postura em meus relacionamentos. O que é evidente, só tem me trazido dores de cabeça. Afinal, quem quer ter um amigo que teoricamente não o apóia, e vez por outra até da razão a seus inimigos. Concordo que é algo um pouco contraditório para se entender. Mas aprendi assim.
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PS: É claro que quase sempre gostaria que ela simplesmente desse um soco na cara de quem estivesse me amolando. Também sou humano horas bolas... e cheio de defeitos.
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